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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

F => Parte I


Quero muito falar de uma pessoa, uma pessoa que se tornou importante para mim, mas que se vai embora em breve para outro país em trabalho. Ele é mais velho que eu 6 anos. Não vou dizer qual é a profissão dele para me proteger. Vou chama-lo de "F" porque é a primeira letra do nome dele. Por mais que seja errado escrever sobre ele, eu preciso, preciso deitar tudo cá para fora, talvez ele nunca irá saber aquilo que sinto por ele, e talvez nunca mais o vou voltar a vê-lo, depois que ele se for embora. E ando a sofrer por aquilo que se chama estar apaixonada por alguém que não se deve e nunca saberá o que a gente sente por ela. Chamamos isso de amor platónico ou amor impossível.
Tudo começou num dia em que eu disse a mim própria que precisava de ajuda. E assim foi, fui me informar. Passado algum tempo tive resposta. Certo dia comecei a minha ajuda e foi nesse dia que eu o conheci, a pessoa que me ajudou e que se tornou importante para mim. E foi assim: Eu estava sentada nas cadeiras daquela clinica, à espera dele, ( eu ainda não sabia quem era que me ia ajudar), enquanto eu esperava vi alguém do lado de fora daqueles vidros fumados que só quem esta dentro  onde eu estava pode ver o lado de fora e quem está de fora não pode ver o que esta la dentro, era ele a pessoa que me ia ajudar o F, mas antes dele entrar, eu fiquei a olhar bastante tempo para ele pois ainda demoraram a abrir a porta, eu posso dizer que foi amor a primeira vista, nunca me tinha acontecido antes, e logo por uma pessoa que não me deveria me ter apaixonado, mas o meu coração é tão parvo... Eu olhei para ele e mal lhe via a cara, estava de perfil a espera que lhe abrissem a porta, o que eu senti quando olhei para ele foi inexplicável, nunca tinha acontecido, foi como se tivesse visto e sentido a alma dele, como se eu já o tivesse conhecido antes, mas a verdade é que eu nunca o tinha visto na minha vida, foi tão puro e tão verdadeiro aquilo que senti, e com o passar do tempo e com as conversas tenho mais a certeza que aquilo que sinto por ele é amor verdadeiro, mas que não posso usufruir dele para a minha felicidade. Não sei se o conheci numa outra vida, dizem que a gente já foi outro alguém numa outra vida, é a única maneira de decifrar aquilo que senti naquele exato momento em que o vi pela primeira vez do lado de fora daqueles vidros fumados.

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